Paraty, di passaggio – Fotoviajante

Olá Amiguinhos! Tudo bem? Finalmente nosso primeiro post oficial de 2013, posto que como todos nós sabemos, no Brasil o ano começa mesmo após o carnaval…

E em função desse clima de carnaval, confesso para vocês: eu pretendia gravar o episódio 08 do Fotoviajante, mas…não rolou! Eu não estava no clima, e eu senti que existe melhor época para mostrar Paraty em um episódio, do que no carnaval! Mas aproveitei para fazer uma nova proposta de vídeo (e até de fotos! Usei filtro do Lightroom pasmem!), e espero que vocês curtam ela!

Paraty é uma cidade envolvente em muitos sentido e possui atividades certas para todos os gostos! Natureza, cultura, gastronomia! Tudo ali, pertinho, fácil e para minha surpresa, por um preço muito justo!

DIÁRIO DE BORDO

A viagem 

Minha companheira de viagem desta vez foi minha amiga de loooooonga data a Melissa, que como eu, estava precisando muito de férias! Nossa viagem começou em Curitiba (chovendo claro) onde pegamos a BR 116 sentido São Paulo. Basicamente você pode ir por Santos (pega a Imigrantes desde São Paulo), onde o visual é muito mais bonito, ou dar uma volta e descer por Taubaté. Como era véspera de feriado, nos pareceu mais seguro ir por Taubaté. Rodamos 150Km a mais, mas pelas condições excelentes das estradas pedagiadas em SP…foi muito rápido!

Apenas um comentário quanto à sinalização nas estradas de SP: ajudaria muito se colocassem o destino da estrada indicada. Ou seja, Pres. Dutra, Anhanguera, Imigrantes, etc poderiam vir acompanhados de RJ, MG, Santos. Aposto que um paulista teria dificuldades em saber que a “estrada da Graciosa” liga Curitiba com o litoral do PR. Fica a dica!

Centro Histórico de Paraty – “esquina do mundo”

Não é à toa que as pessoas se apaixonam por Paraty! Quando entramos no centro histórico parece que estamos em outra época. Sim, o fato de carros não conseguirem andar por lá ajuda muito nisso, mas a arquitetura dos casarões é sensacional! Os detalhes arquitetônicos, as portas, símbolos em fechaduras… tudo muito interessante!

Mas o que mais me agradou de cara foi a maneira como as pessoas nos recebiam! Fazia tempo que não via gente tão…CORDIAL! As pessoas eram simplesmente simpáticas e muto educadas!

O Centro Histórico de Paraty deveria se chamar na prática Centro Cultural de Paraty. É muito curioso ver como o comércio é formado por uma diversidade cultural enorme! Paulistas, cariocas, mineiros, gauchos… e muitos estrangeiros! Parece aquela esquina de bairro, onde todos se encontram.

E lá você pode conhecer a história do lugar, na Casa da Cultura de Paraty, fazer compras nas diversas lojas de roupas, decoração, ateliers de pintura e claro, comer muito bem (mas bem mesmo!).

Atividades em Paraty

Paraty possui uma centena de praias, das mais agitadas às mais sossegadas! Mas todas com uma água morna e transparente! Mesmo com o longo período de chuvas – que acabou claro com nossa chegada – a água continuava limpinha e com temperatura agradável!

Você pode pegar um barco e fazer passeios pelas ilhas da região. Nós fizemos um passeio de 6 horas por R$ 52 com almoço. Vale muito a pena!

Também é imperdível fazer os passeios pelas cachoeiras da região. Você pode fazer passeios de jipe, ou como no nosso caso, de “Kombi psicodélica” – esse foi o apelido que demos para a Kombi do Hostel, pintada no melhor estilo Magical Mystery Tour dos Beatles.

Fizemos um passeio de 6 horas por R$ 40, onde visitamos além das cachoeiras, uma fazenda, um alambique e o parque Mini Estrada Real – que confesso ter me parecido algo muito besta pelo que havia visto na internet, mas acabei conhecendo um trabalho incrível de um mineiro de Tiradentes!)

Ah…o carnaval

Bem, se você é dos meus, e odeia carnaval na muvuca, Paraty é uma excelente opção! Você pode curtir as atividades de dia, e sair atrás de um bloco de carnaval de rua com bonecos muito engraçados (ou o tradicional Bloco da Lama na praia de Jabacuara) e voltar cedo pro hotel! Sem gente bêbada e desagradável. Tudo muito família e alto astral!

Bom, chega de papo! Assistam o vídeo, vejam as fotos e quem tiver oportunidade de visitar Paraty…não perca!

Até a próxima!

Imagens: Pablo D Contreras

Gravado com Canon 5DMK3 e Panasonic TS3.

Confira também no instagram (@fotoviajante)

show hide 1 comment

Nina - bem q eu devia ter pensado em Paraty pro carnaval tbm!
Adorei o filme, e o Jack sparow!!
Boa Pablito!!

Nascer 2013 – Feliz Ano Novo!

Caros amigos,

nas primeiras horas de 2013, decidi pegar o carro, e ir até o litoral do Paraná, mais exatamente para o Balneário Atami, em Pontal do Paraná. Mas não fui para assistir queima de fogos, e sim um dos espectáculos mais belos da natureza! O nascer do Sol!

Ele é gratuito, para todas as idades, e está em cartaz há mais de 4 bilhões de anos, então deve ser coisa boa mesmo!

Eu adoro assistir o nascer do Sol na praia, porque ele nos coloca no nosso devido lugar de insignificância. E ele me faz sempre pensar no TEMPO! Ahhh, essa variável cruel, eterna e como diria o tio Albert…relativa!

Nesta época aproveitamos para traçar metas, fazer planos, reflexões…mas você já parou pra pensar no TEMPO?

Sim, porque invariavelmente escutamos por aí que “não tenho tempo para fazer…Xyz”. Qual é o motivo para que isso aconteça sempre? E aparentemente, ano após ano, este bem torna-se mais escasso!

Bom, decidi fazer um vídeo sobre isso, e aqui está o resultado!

 

English version here: http://youtu.be/rG6InSNoww4

making of feito no celu mesmo

Imagens: Pablo D Contreras

Textos: Pablo D Contreras e Diviane Helena

Agradecimentos: Jacq Thompson, Ana Gibson e Melissa Büest

 

no comments

QUAL CÂMERA EU COMPRO? – Dicas – Fotoviajante

Qual câmera eu compro? from Pablo Contreras on Vimeo.

Caros amigos,

já perdi a conta do número de vezes que alguém chegou para me perguntar algo do tipo: “Pablo, em breve vou viajar e queria comprar uma câmera legal. Qual câmera eu compro?”.

Invariavelmente respondo: “bom depende…”. Logicamente isto viraria post no Fotoviajante antevasin!

Pelo fato de ser engenheiro gosto de colocar parâmetros, medidas, fatores em quase tudo. Pode parecer loucura, mas facilita nossa vida. Digamos que eu avalio sempre da seguinte forma:

X – eu quero/posso carregar peso?

Y – o que eu gosto de fotografar?

Z – até quanto estou disposto a gastar?

Basicamente com essas três variáveis eu posso esboçar uma resposta para o nobre colega, e também posso definir 3 perfis de usuário. Seriam eles:

A – “não quero complicação”

Este é o fotógrafo que não está muito preocupado em que uma das suas fotos da viagem vire capa da National Geographic, nem tampouco quer saber o que significa P, Av, Tv e muuuuuuito menos M!

Bom acreditem, mas hoje temos uma gama de câmeras que atendem perfeitamente a esse usuário pois elas trazem uma série de presets onde a câmera já faz ajustes que facilitam a vida do cidadão, e se ele tiver o mínimo de feeling e noção de enquadramento, ele vai voltar com excelentes imagens!

Para este usuário basta apenas uma câmera compacta, discreta, mas que proporcione belas imagens, prints de qualidade e vídeos bacanas para depois mostrar alguma coisa curiosa da viagem, que ele editou no iMovies. Ah, e sem falar nas câmeras WATERPROOF! Eu mesmo tenho uma Panasonic TS-3 e adoro brincar com ela!

A faixa de preço destes equipamentos começa em uns R$ 450, e vai até os R$ 1.000 / 1.200. Listo aqui alguns:

  • Nikon S2600 / AW100 (WATERPROOF) /
  • Canon SX-260 / ELPH 110HS / A3400 / D20 (WATERPROOF)
  • Panasonic TS3 e TS-20 (WATERPROOF e “PORRADAPROOF”)
  • Sony DSC-WX150
  • E sem medo de ser feliz: iPhone e Galaxy (estes 2 aparelhos são a câmera mais usada no mundo no momento – instagram bombando!)

B – O entusiasta

Esta pessoa curte fotografar com algo mais…interessante em mãos, e até se aventura a entrar na “zona criativa” da fotografia (sim, ele vai aprender pra que serve P, Av, Tv e M).

Ele também não resiste a fazer uma macro de plantinha e adora disparar 598.754 fotos do futebol do filho!

Mas ele não quer carregar mais do que uma mochilinha e um tripé leve. Tampouco está disposto a gastar R$ 5.000 em uma lente, ou R$ 1.000 em um flash! Calma… ele cure fotografia mas não quer estourar o limite do cartão de crédito.

Para este carinha temos uma gama incrível de câmeras, onde na minha opinião ocorreram os grandes avanços da fotografia recentemente, pois é um filão de mercado que até colossos da fotografia, como a Hasselblad, entraram! Claro que a Hasselblad entrou logo dando carrinho por trás na frente do juiz, mas se você dispõe de 5.000 euros para pendurar no pescoço…seja feliz Bruce Wayne!

Mas para quem não quer andar pelo Pelourinho com um carro popular no pescoço (se você é pro, aí não tem jeito claro), eu listo aqui uma série de câmeras sensacionais, e com funções que já fizeram muitos profissionais aderirem a esses simpáticos equipamentos:

  • Canon G12 a G15
  • Nikon P510 / P7100 / J1
  • Olympus EPL-5
  • Panasonic GF-3
  • Sony NEX 7

C – “se tudo der errado viro fotógrafo”

Aqui a p… ficou séria! Este carinha já passou pelos dois ciclos anteriores, e não consegue dormir porque perdeu aquela foto incrível enquanto a câmera estava tentando fazer foco. Sem falar no fato que ele acaba de sair P da vida de uma reunião com o chefe e recebeu um e-mail perguntando “quanto você me cobra para fazer as fotos do aniversário do meu filho?”. Medo…

Ele olha pra fotos das revistas e pensa: “eu posso fazer uma foto dessas…Sr. David La Chapelle”. Ok, menos! Bem menos meu caro!

Bem vindo ao mundo DSLR! Enxergar o mundo pelo visor óptico em tempo real! Chega de EVF e delay! E ele já está malhando forte na academia para carregar uma mochila de alguns Kg + tripé (15Kg no meu caso).

Mas claro, aqui estamos falando de um investimento um pouco bem maior. Portanto listei aqui DSLRs de entrada e DSLRs “na ignorância”. Você vai poder fazer basicamente a mesma coisa com ambas! O que as diferenciam são a resistência, acesso a comandos sem ter que entrar nos menus, velocidade de foco, captura, resolução cavalar, etc…mas se querem saber…se você não pretende virar fotojornalista ou fotógrafo publicitário da noite pro dia, vai levar um tempo pra chegar lá. Confie em mim…invista em livros e cursos antes.

Bom são elas (por ordem de poder nas suas marcas):

  • Nikon D5100 / D700 / D800 / D4x
  • Canon T4i / 60D / 7D / 5DmarkIII
  • Sony Alpha SLT-A57 / SLT-A77 / SLT-A99
  • Hasselblad H5D-60 (60MP, pura ignorância – quem tem não sabe brincar!)

Então meus amiguinhos, acho que já temos bastante coisa para pesquisar e pensar com o travesseiro antes de puxar o cartão de crédito certo?

Aproveito para me despedir com a feliz frase de Ernst Haas:

“A câmera não faz diferença nenhuma. Todas elas gravam o que você está vendo. Mas você precisa VER.”

Até a próxima!!!

arte: Billy Brown

 

no comments

OURO PRETO, episódio 06 – Fotoviajante

Episódio 06 – Ouro Preto, MG from Pablo Contreras on Vimeo.

GALERIA DE IMAGENS

DESCRITIVO DE VIAGEM

Recentemente fui até BH fazer algumas imagens de obras para um dos meus clientes, e após realizar este trabalho decidi pegar a estrada e ir até a famosa cidade de Ouro Preto! Sempre ouvi falar coisas boas da antiga “Vila Rica”, nome da cidade na época do império, e nada melhor que um feriado prolongado  para aproveitar uns dias e mergulhar nos atrativos desta encantadora cidade!

Cheguei no final da tarde da 5a feira, pre-feriado de 12 e Outubro (Nsa. Sra. Aparecida), e ao descer na praça Tiradentes, fiquei encantado com a arquitetura do Museu da Inconfidência! Era evidente que estava em um lugar especial! Cheio de atrações, história, arte e…igrejas! Caramba…incontáveis! E também, muitas ladeiras! Se você pretende ir pra Ouro Preto tenha sua série de pernas em dia na academia!

Fui logo pro hostel deixar a mala e sair para sentir a cidade! Ficar em hostel não é muito luxuoso, mas seu bolso agradece e você faz muitos amigos! Como vocês já sabem, não esperem resorts luxuosos comigo – ainda mais quando viajo sozinho.

Caminhando poucos metros me deparo com a Igreja de Nsa. Sra. Do Carmo, onde estava rolando um ensaio fotográfico de recém casados. A fotografia me persegue! E pra sorte do casal além do fotógrafo ser bom,  a vista é sensacional e ainda mais formou-se um “arco-íris duplo” atrás deles! Nada mal para alguns passos da pousada!

Com a noite chegando, fui fazer algumas imagens noturnas do Museu da Inconfidência, pois ele estava muito bem iluminado! Decidi que começaria este episódio logo com dica de fotografia! Como falamos no primeiro episódio, existe um intervalo de poucos minutos logo depois do pôr-do-sol (ou antes do nascer) conhecido pelos fotógrafos como “hora mágica”.  Durante esse período conseguimos efeitos incríveis e inesperados nos céus registrados em nossas fotos!

Para ilustrar isso, decidi fazer duas situações! Uma fotografando o museu, que possui luz própria, e depois fotografando as torres da Igreja Nsa. Sra. do Carmo, que não possuíam iluminação. Isso proporcionaria dois efeitos completamente diferentes, sem falar que um monumento estava em contra-luz, e o outro não! Bom, vocês conferem esses detalhes no vídeo.

Mais tarde na pousada fiquei sabendo que no dia seguinte haveria um concerto de órgão barroco, na cidade vizinha de Mariana! O que poderia ser mais interessante que isso? Ir de trem lógico! E não resisto a fazer a piada óbvia…”ô trem bão sô”!

Na manhã seguinte estava eu no vagão, percorrendo 18Km de uma bela Serra do Espinhaço até Mariana! Ao chegar na Catedral de Mariana, recebo a “agradável” notícia de que é proibido filmar e fotografar. Ironicamente eles vendem 2 tipos de ingressos. O normal e o “colaborativo”, que custa alguns reais adicionais, para ajudar a manter o órgão. Vai entender…

Bom, após o concerto (muito bacana mesmo), comecei a passear pelo praça central, e entrei em um restaurante de comida típica mineira! A dieta deu uma patinada forte ali, com linguiça de pernil, feijão tropeiro, e por aí vai! Tal comilança cobrou seu preço mais tarde! Realizar o sobe-desce pelas ruas da cidade ficou muito, mas muito complicado! Mas olha, valeu a pena! Não só pela arquitetura maravilhosa, mas pelo que “sem querer querendo” acabei encontrando!

Em uma casinha simples, achei o atelier do escultor Edney do Carmo Silva! Que coisa incrível!  Em meio a serragem de madeira, martelos e demais ferramentas pude ver impressionantes esculturas em cedro decorando as paredes! Ele é um dos poucos artistas que ainda domina a técnica do barroco mineiro! Obviamente entrevistei esta figura tão particular, e ele ainda talhou um anjo em uma peça enorme de madeira na minha frente! Como alguém me disse “você tem mais sorte do que juízo!”. Bem, como dizia o mestre Pablo Picasso, “eu não procuro, eu acho”, ou seja, sim, tive muita sorte!

Bom, após essa aula de arte barroca no dia seguinte decidi conhecer mais sobre a atividade que deu origem a tudo! Fui até a “Mina da Passagem”, a maior mina de ouro aberta a visitação do mundo, de onde no passado foram extraídos aproximadamente 35 toneladas de ouro.

As condições de segurança e estrutura da “Mina da Passagem” confesso que eram um pouco suspeitas . Ainda mais pagando uma taxa de visitação salgada em vista da estrutura oferecida (R$ 35 se não me falha a memória) – mas tenho certeza que na época que ela ainda funcionava isso era muito pior!

Descemos num carrinho estilo “trem fantasma” por 120m! Lembrei até do filme do Indiana Jones. O nosso guia contava um pouco do passado da mina, e nos contou da origem do nome Ouro Preto. As primeiras pepitas estavam misturadas a outros minérios, especialmente ferro, e tinham coloração escura! Portanto, nem tudo que não reluz, não presta!

No mesmo dia só que à noite, aproveitei para sair com os novos amigos feitos nesta viagem. O simpático Michele Bruno, um arquiteto italiano, naturalizado carioca, e o Gilberto Py, um pedagogo gaúcho com muita história pra contar (acreditem)! Fomos na “Rua da Direita”, ver a atividade das festas das repúblicas e por acaso assistimos a um belo espetáculo de Bossa Nova, gratuito, em um dos museus mais antigos da América! Interessante não? E deu pra ver que os mineiros gostam de um bar!

E finalmente, no ultimo dia em Ouro Preto, fui conhecer um pouco dos museus da cidade! Fui até a igreja de São Francisco, onde ficam muitas obras de Aleijadinho e Ataíde. Esta igreja é muito importante pois foi construída apenas por artistas mineiros, e não portugueses como todas as demais. De lá fui ao Museu da Inconfidência e na sequência fui até o Museu do Aleijadinho.

Bem…para ser bem sincero, fiquei um pouco desapontado. Jamais pela qualidade das obras (tem coisas magníficas), mas sim pela forma que elas eram apresentadas nos museus/igrejas. E ainda por cima, detesto ser proibido de fotografar! E não tenho o menor interesse de discutir com um funcionário do museu sobre a legalidade ou simplemente sobre qual seja o sentido daquilo, mas postas as condições…é ridículo!

Um dos motivos alegados era que as fotografias “facilitavam roubos”. Bom, quem vai roubar uma peça dessas, não precisa de uma foto pra saber que quer AQUELA peça! Ele sabe o que quer! E quem “facilita roubos” não são fotografias, e sim pessoas! Mais de 60% do patrimônio artístico de Ouro Preto já foi roubado, e isso muitas vezes sem arrebentar um cadeado…

Agora em todas as Igrejas fiz a mesma pergunta, e em todas tive um sorriso amarelo como resposta. “Ok, se eu for marcar meu casamento aqui…nesse caso posso fotografar?”. Cri Cri Cri…

E no caso específico do Museu da Inconfidência me pareceu tudo um pouco “largado”. Havia 3 seguranças preocupados com que eu deixasse meu equipamento fotográfico no guarda-volumes. Durante minha visita, tinha sempre um segurança  espiando para ver se ninguém estava fazendo alguma imagem com celular. Mas por outro lado, não vi nenhum guia chegando até mim e perguntando se eu estava com alguma curiosidade, ou se queria saber de alguma coisa em particular.

Mas acredito que isso seja previsível, levando em conta que o “grosso” do dinheiro arrecadado por Ouro Preto é proveniente de “royalties” cobrados das empresas mineradoras, e não do turismo! Como é bom ganhar dinheiro fácil não!?

Bem, e após esse mix de encantamento com frustração, nada melhor que uma cachaça certo? Bem, no Hostel ouvi de um hóspede que havia uma cachaça vendida em uma garrafa de pedra sabão chamada Safra Barroca que era simplesmente uma coisa de outro mundo. Bem, fiquei com o nome na cabeça, e de novo, “sem querer querendo” encontrei uma bela casa ao lado do museu do Aleijadinho, que por sinal era do pai do próprio, e me deparei com tal bebida…CACILDIS QUE CACHAÇA GOSTOSIS!!!

Olha que para um “whisky lover” como eu, comprar uma garrafa de cachaça por R$ 120 não é pouca coisa! Ok, se for na garrafa de vidro, o valor da cachaça é de justissimos R$ 45, mas meus amigos, encomendem uma garrafa dessas, degustem, e depois vocês me digam se não valeu a pena! Não é nada parecido com cachaça! Confiem em mim!

Bom após esse momento etílico, chegou a hora de voltar pra Curitiba! Ouro Preto era tudo o que eu precisava naquele momento! História, arquitetura, arte, aventura e uma atmosfera muito agradável, que só tem uma forma de sentir…indo para lá! Se tiverem a oportunidade, não pensem duas vezes! Vale ouro!

 

show hide 1 comment

Greg - Great stuff Pablo. I don’t understand most of it, but I can tell it’s really well-done.

If you ever want to do an English version and need a narrator, let me know. I do have some broadcast experience.

Peace!

Greg

BOB WOLFENSON – Conversas Fotoviajante

Poucos fotógrafos brasileiros são tão unânimes entre seus colegas de profissão (quase sempre invejosos, uma característica da espécie) como Bob Wolfenson. Bob é considerado um dos melhores fotógrafos de publicidade e moda do Brasil e do mundo, mas ele não se restringe ao seu trabalho comercial. Entre uma campanha e outra ele ainda consegue emplacar um trabalho pessoal de peso!

Recentemente Bob veio até Curitiba para dar uma palestra no Shopping Mueller, pro lançamento do Movimento Hot Spot, que busca lançar novos talentos no mundo da moda, e a pedido da Revista Viver Curitiba tive o enorme privilégio de entrevistá-lo.

Confira aqui como foi essa descontraída conversa entre fotógrafos , que foi de fotografia publicitária até o uso de instagram e claro, fotografia de viagens!

Conversas de fotógrafo – Bob Wolfenson from Pablo Contreras on Vimeo.

 

foto: Alline Belotto

show hide 2 comments

Angélica Bessa - Pablo você estava visivelmente encantado e aliás quem não ficaria não é mesmo.
Ótima entrevista.

Beatriz M.T. Zacarelli Parreiras - Ótima entrevista, o Bob Wolfenson é um dos fotógrafos mais criativos que conheço e gosto demais do trabalho dele.
Bia Parreiras

M o r e   i n f o